12 a 15
JUNHO 2019
BELO HORIZONTE
TEATRO ESPANCA
BREJO DAS SAPAS
MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA
CENTRO DE REFERÊNCIA DA JUVENTUDE
SESC PALLADIUM
CAFÉ E LIVRARIA QUIXOTE
BAR MINISTÉRIO DA CULTURA
(Confira os endereços)

SIBA
(PE)

15/06 – 11H
MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA | Entrada gratuita

O circuito é à margem

À margem da cadeia produtiva do livro, o circuito da literatura contemporânea desafia a lógica do mercado, num tempo em que grandes livrarias e editoras fecham portas. À margem, o circuito cresce e aparece em lugares antes improváveis, falando alto para públicos cada vez maiores.

Não é à toa que cada uma das nove mesas se abre com um recital, assim como muitas trajetórias de poetas têm início em saraus e batalhas de rimas, onde firmam vozes para enfrentar slams e criar seus próprios espetáculos, podcasts, canais e perfis nas redes sociais. De boca em boca, de tela em tela, jogam-se no mundo.

Ao longo das mesas, vários circuitos serão percorridos para que se vislumbre a multiplicidade do presente, como o poema dito de Elisa Lucinda, o corpo poético de Ricardo Aleixo, o bater das panelas da mãe de Marcelino Freire, os livros feitos a mão por Júlia Panadés.

Outros circuitos, são dedicados a percursos de vida e obra, como a saga vivida por Nicolas Behr do mimeógrafo ao ebook, as investigações e vivências das culturas de festa, culturas de fresta, por Luiz Antônio Simas e Siba, além do encontro de Ana Maria Gonçalves com Kehinde que elevou a ficção ao nível de reparação histórica para as mulheres negras escravizadas no Brasil.

Futuros também integram as mesas de diálogos, como o reconhecimento dos saberes indígenas pela academia e a criação de políticas públicas para o fomento da literatura produzida por negras e negros, semeados por Célia Xakriabá e Cidinha da Silva respectivamente.

A margem é o centro, o mainstream, de onde se insiste em não enxergar o circuito.

Pampulha, por Daniel Protzner

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2019 | Ciclo de Literatura Contemporânea